Se você gerencia uma cozinha, certamente já passou por isso: você explica uma regra (por exemplo, “não use pano de prato na cintura”), a equipe obedece por dois dias e, na semana seguinte, o pano está lá de novo.
Essa repetição de erros gera desgaste, conflitos e a sensação de que você está “falando com as paredes”. Mas a verdade é que lidar com Manipuladores de Alimentos exige mais do que apenas ordens; exige educação contínua.
Neste artigo, vamos entender por que o treinamento não é um “evento único”, mas um processo constante e obrigatório por lei.
1. Não é chatice, é a Lei (RDC 216)
Antes de falar de gestão, precisamos falar de legislação. A RDC 216 da ANVISA é clara: todo serviço de alimentação deve capacitar seus colaboradores periodicamente em higiene pessoal, manipulação higiênica dos alimentos e doenças transmitidas por alimentos (DTAs).
Ou seja: se o fiscal chegar e perguntar “Quando foi o último treinamento da equipe?” e a resposta for “Ah, foi quando eles foram contratados, há dois anos”, sua empresa está irregular. A capacitação deve ser comprovada mediante certificados e listas de presença.
2. A Luta contra os “Velhos Hábitos”
Cozinhar profissionalmente é muito diferente de cozinhar em casa. Em casa, a pessoa talvez descongele a carne em cima da pia ou prove a comida na colher que mexe a panela. Quando ela entra na sua cozinha, ela traz esses vícios domésticos.
Mudar um hábito enraizado não acontece com uma única conversa. O cérebro humano tende a voltar para o que é “confortável”. O treinamento constante serve para quebrar esse ciclo e criar uma nova cultura, a Cultura de Segurança Alimentar.
3. O Efeito Motivacional
Investir em treinamento passa uma mensagem poderosa para a equipe: “A empresa se importa com a qualidade do meu trabalho”.
Funcionários que recebem capacitação técnica se sentem mais valorizados e seguros. Eles entendem o porquê das regras.
- Em vez de pensar: “A chefa é chata porque não deixa usar brinco”.
- Eles passam a entender: “Eu não uso brinco para não cair uma peça física na comida e machucar um cliente”.
Quando a equipe entende o motivo, a adesão às regras aumenta naturalmente.
4. O que deve ser abordado?
Um bom cronograma de treinamento deve cobrir, no mínimo:
- Contaminantes Alimentares: Onde as bactérias vivem e como elas se multiplicam.
- Higiene Pessoal e Ambiental: Lavagem de mãos, uniformes e limpeza do local.
- Manipulação Higiênica: Cocção, resfriamento e armazenamento.
- Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs): A responsabilidade de quem cozinha com a saúde de quem come.
Treinamento não precisa ser chato
Muitos gestores adiam o treinamento porque acham que será uma palestra longa e entediante que vai parar a cozinha.
Na POPSAN, trabalhamos com metodologias ativas e dinâmicas. Nossos treinamentos são diretos, com linguagem acessível e exemplos do dia a dia da sua cozinha. O objetivo não é apenas entregar um certificado, é mudar o comportamento.
Sua equipe precisa de uma “reciclagem”? Vamos agendar uma capacitação que traga resultados práticos.